sábado, 2 de julho de 2011

Uma melodia de bêbada...

São três dias da semana que eu te vejo
Valem como se fosse um mês
Só aumenta o meu desejo
de te ter mais uma vez.
Na madrugada vou curtindo

Vou buscando inspiração
vendo os loucos aproveitando
e buscando sua redenção.
Quando lembro da labuta
e da mesa sem feijão
chega a dar uma dor no peito
vendo essa vida sem razão.

Tava uma melodia tão gostosa na cabeça...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Querer

Do artista, a inspiração
Da loucura, sanidade
Do corpo, coração
Do museu, novidade
Do islã, o alcorão
Da política, dignidade
Da paixão, o furor
Do poeta, a rima
Da mãe, o amor
Do bar, a bebida
Do amigo, o carinho
Do ninar, a cantiga
Da carteira, o cigarro
Da geladeira, comida
Da rede, o balanço
Do livro, as letras
Da cama, o sono
Da música, plenitude
Da tela, o avesso
Da praia, a areia
Do céu, o azul
Do eu, completude
De você, infinitude

Um corpo sem alma.

Desde pequena a nossa personagem ia esvaindo-se aos poucos. Na infância esvaindo-se em lágrimas, na adolescência em amores e aos 20 e poucos em alma. As lágrimas secaram, os amores foram-se e a alma sobrevoa em alguma praia.
Ruim ser só um corpo caminhante e uma cabeça um pouco pensante. Seu corpo conheceu vários corpos, que algumas vezes lhe completaram e outros lhe sugaram as energias, conheceu vários bares, que lhe causaram torpor e alegrias, conheceu várias pessoas e foi da tristeza à folia.
Seus amores foram muitos, mas quase todos vazios. Seus dias foram chatos, mas cheios de alegrias. Suas horas foram as mais completas, mas também as mais vazias.
Sua cabeça conheceu os mais diversos autores, que lhe levaram da angústia à loucura, da tristeza ao riso, do aperto à liberdade, do sorriso às lágrimas e vice-versa. Conheceu ervas e sintéticos que lhe tiraram dessa dimensão e talvez nunca a tenham trazido de volta. E sua alma continua a sobrevoar. Sobrevoa a própria e sopra carinho nos rostos dos que ama e nunca deixará de amar.

domingo, 29 de agosto de 2010

Night,

Hoje postarei bêbada. Perdoe-me meu português. Perdoai-me óh gramática. Perdoai-me a mim mesma.
Chegando agora de uma dessas noites. Ahhhhhh noites. Noites sozinhas, devassas, procurando nas sombras desse teclado um consolo, um abrigo, o que nem as melhores das minhas amizades me dará.
Nops!!!!! não mesmo. Se alguém, algum dia me seguirá, dirá: não, não é essa a Joelma que eu conheço. E eu direi: - jamais me conhecerás.

Ahhh... coisa de bêbado. Uma postagem subjetiva para quem me conhece e talvez jamais me conhecerá.


Deixo por aqui!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Meus princípios.

Existe os que muito falam de mim. Falam, falam, mas falam tanto que eu não entendo o por que dos meus atos serem tão interessantes e despertarem tanto a curiosidade, aversão, nojo, despeita e revolta dessas pessoas. Fiquei pensando por muito tempo nisso e saiu uma idéia. Não do por que minha essência é essa, mas do por que sou alvo de tanto blá blá blá.
Por que, eu posso ter todos os defeitos do mundo e ser uma louca perante a sociedade; mas eu sou coerente comigo mesma. Redundante né!? Não! No dicionário um dos significados para coerência é:
"Conformidade entre factos ou idéias."
Existe coisa mais perfeita, linda, ideal, meio utópica do que ser coerente consigo mesma!? Eu tenho uma real conformidade entre factos e idéias. Eu sou fiel aos meus princípios, meus valores, meus desejos e meus sonhos. As pessoas podem falar o que quiserem de mim, menos que eu não sou autêntica, real, fiel, realista. Eu não vou fingir!! Eu não vou me adaptar, como disse Nando Reis.
Acho que no mundo que nós vivemos, poucos são assim. Por isso essa falação.
Então, como disse a Miss Mossoró: Eu to andando e cagando... cagando baldes!!!!

Uma dessas noites não marcadas.

Dessa noite eu tinha de falar.
Aliás são duas noites.
A sexta ( 20/08/10) prometia ser uma noites daquelas na nossa boate preferida. Lá se vão os baladeiros de sempre. Quando chego lá, um desses carinhas que você fica e depois lhe ignora, estava lá e ele foi de me ignorar. Como para cachaceiro tudo é desculpa pra beber mais, aproveite essa. E que porre. Fui de dormir e acordar bêbada de conversar com o povo de manhã e nem lembrar. Passei o dia mal. Não mal da ressaca. Mal comigo, que sou uma mulher de 25 anos sendo ignorada por um pivete de 19 que mal começou a curtir a vida. Sinceramente, eu fiquei ultrajada. Mas a vida segue. Só queria dormir, para no domingo estar melhor. Mas meus amigos não deixam. Tinha um show de um grande companheiro de baladas e loucuras, que eu considero um grande amigo. Fomos! Um outro amigo se apresentou, fazendo uma performance. Noite legal, por que há muito não via algo que falasse tanto da nossa cultura daqui de uma forma subjetiva. Voltamos pra casa.
Quando chegamos, o outro fica doido dizendo que quer sair, mas, para um lugar tranquilo. Palavras dele: - sem tuc tuc. Nada de música eletrônica (nossa paixão). Nada de boate.
Ok.
Ligamos para o amigo que fez o show. Eles estão calmos comendo pizza. Decidimos ir. De uma coisa eu tenho certeza: ao menos uma boa companhia na mesa tem. E se tem uma, boa companhia sempre anda em boa companhia. Me animo e vou.
Saio de casa, melhorou meu astral. Saimos em trio e encontramos com outro amigo. Chegamos os quatro. Pedimos uma pizza e uma Cerveja para abrir o apetite e curar a ressaca. O pessoal que fomos encontrar não estava bebendo. Mas cachaceiro não resiste. Dessa uma cerveja, chega mais duas e a conversa vai redendo, a resenha vai surgindo, as pessoas vão se aproximando pelo dom da palavra. E começa a reunião: - e depois daqui?
Decide-se ir pra um bar. Bar com sinuca, pessoas legais, conversas legais, noite legal. Somos a galera fecha bar, por que somos os últimos a sair, com cortesia de mais duas cervas da casa. E quem disse que a galera queria parar!? Fico sentada no banco com dois da "gangue"esperando o restante que foi no posto reabastecer. E chegam com várias latinhas e cigarros. Legal legal.
Ficamos sentados conversando e vendo o sol nascer. Uma das tem de sair pra encontrar a família. Os outros que ficaram depois de um tempo, tem de ir pq vão pegar a estrada. E acabamos eu e mais dois amigos vendo o sol nascer e acabando com o restantes das cervas que sobraram.
Ah como eu queria que todos meus finais de semana fossem assim!!
Descubro que o mundo da boate nem sempre é legal. É legal pra dançar, curtir. Por que esses lances de conhecer pessoas interessantes como essas, lá não acontece. Acontece as surubas, as farras com conversas vazias, os relacionamentos casuais, o sexo sem compromisso, as cachaças intermináveis. Acho que minha felicidade não se resume só a isso. Fiquei apaixonada por essas pessoas que conheci.

Volta...

Depois de muito tempo sem postar, deixando um vazio no meu blog sem seguidores e em mim, eu volto. Quando eu postava, me sentia melhor. Palavras jogadas em uma tela de computador, já que nem sempre amigos tu terás para desabafar.
Aliás... muitas vezes, até se tem amigos que lhe escutariam por horas a fios. Você desfiando seu novelo de problemas como um gato brincando. Mas também não acho justo. Todos temos problemas, um mundo interno composto de emoções, sentimentos, pensamentos. Coisa complicada nossa mente.
Mas voltando, não sei se atualizando todos os dias, mas voltando.