segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma dessas noites não marcadas.

Dessa noite eu tinha de falar.
Aliás são duas noites.
A sexta ( 20/08/10) prometia ser uma noites daquelas na nossa boate preferida. Lá se vão os baladeiros de sempre. Quando chego lá, um desses carinhas que você fica e depois lhe ignora, estava lá e ele foi de me ignorar. Como para cachaceiro tudo é desculpa pra beber mais, aproveite essa. E que porre. Fui de dormir e acordar bêbada de conversar com o povo de manhã e nem lembrar. Passei o dia mal. Não mal da ressaca. Mal comigo, que sou uma mulher de 25 anos sendo ignorada por um pivete de 19 que mal começou a curtir a vida. Sinceramente, eu fiquei ultrajada. Mas a vida segue. Só queria dormir, para no domingo estar melhor. Mas meus amigos não deixam. Tinha um show de um grande companheiro de baladas e loucuras, que eu considero um grande amigo. Fomos! Um outro amigo se apresentou, fazendo uma performance. Noite legal, por que há muito não via algo que falasse tanto da nossa cultura daqui de uma forma subjetiva. Voltamos pra casa.
Quando chegamos, o outro fica doido dizendo que quer sair, mas, para um lugar tranquilo. Palavras dele: - sem tuc tuc. Nada de música eletrônica (nossa paixão). Nada de boate.
Ok.
Ligamos para o amigo que fez o show. Eles estão calmos comendo pizza. Decidimos ir. De uma coisa eu tenho certeza: ao menos uma boa companhia na mesa tem. E se tem uma, boa companhia sempre anda em boa companhia. Me animo e vou.
Saio de casa, melhorou meu astral. Saimos em trio e encontramos com outro amigo. Chegamos os quatro. Pedimos uma pizza e uma Cerveja para abrir o apetite e curar a ressaca. O pessoal que fomos encontrar não estava bebendo. Mas cachaceiro não resiste. Dessa uma cerveja, chega mais duas e a conversa vai redendo, a resenha vai surgindo, as pessoas vão se aproximando pelo dom da palavra. E começa a reunião: - e depois daqui?
Decide-se ir pra um bar. Bar com sinuca, pessoas legais, conversas legais, noite legal. Somos a galera fecha bar, por que somos os últimos a sair, com cortesia de mais duas cervas da casa. E quem disse que a galera queria parar!? Fico sentada no banco com dois da "gangue"esperando o restante que foi no posto reabastecer. E chegam com várias latinhas e cigarros. Legal legal.
Ficamos sentados conversando e vendo o sol nascer. Uma das tem de sair pra encontrar a família. Os outros que ficaram depois de um tempo, tem de ir pq vão pegar a estrada. E acabamos eu e mais dois amigos vendo o sol nascer e acabando com o restantes das cervas que sobraram.
Ah como eu queria que todos meus finais de semana fossem assim!!
Descubro que o mundo da boate nem sempre é legal. É legal pra dançar, curtir. Por que esses lances de conhecer pessoas interessantes como essas, lá não acontece. Acontece as surubas, as farras com conversas vazias, os relacionamentos casuais, o sexo sem compromisso, as cachaças intermináveis. Acho que minha felicidade não se resume só a isso. Fiquei apaixonada por essas pessoas que conheci.

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