quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

São meros devaneios que sempre vem me torturar!

Há muito tempo estava à procura de certo livro. Lá estava eu na biblioteca da universidade nas minhas viagens pelas estantes, e, de repente, o vejo perdido no meio das estantes. Chamando-me! O título do livro é “Depois daquela viagem”. Lembro que um monte de gente tinha me falado dele, por conta da coragem da autora (Valéria Piassa Polizzi) em escrever um livro relatando sua vida depois que contraiu o HIV. Adorei a leitura. Pus-me no lugar dela em vários momentos. Não não, eu não tenho AIDS. Pus-me no lugar dela por que odeio qualquer tipo de preconceito. É uma coisa que me deixa fula da vida! Detesto, não suporto. Seja com preferência sexual, com portadores de alguma doença, com cor de pele. É tudo uma besteira de gente não evoluída. Mas voltando para o porquê da minha pessoa esta citando esse livro. É assim oh: há muito tempo que eu me pergunto o porquê das coisas, o porquê de se estar aqui (isso não é coisa de gente doida). Acho tão pouco as pessoas se conformarem com as teses religiosas, com as explicações vagas. Eu simplesmente não consigo suportar que não exista um depois. É muito pouco. E me espanta ainda mais como as pessoas conseguem achar tudo tão simples. Vai à igreja, reza pra um Deus que ninguém nunca viu e nem se está confirmado sua existência. E se conforma com tudo que acontece na vida por que é vontade de Deus. E depois? Se você fez todas as vontades de Deus... Você vai pra onde, você faz o que? Você reencarna e fica nesse círculo vicioso até pagar todos os seus pecados? Pois eu vou ser eterna se depender das minhas atitudes nessa vida e do que a sociedade considera pecado. Por que eu não considero pecado. Cansei de tentar achar uma razão para tudo nessa vida. Cansei de meditar olhando pra um céu lindo e não saber nunca qual é a razão. Olhar as pessoas no ônibus indo trabalhar e não ver em ninguém um brilho diferente no olhar... de quem sabe o que esta fazendo, por que ta fazendo (e não falo desse porque que todo mundo me fala de sustentar família, colocar comida na mesa).

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