Acordei pensando que enfim chega mais uma sexta. A saga da sexta! Tudo é permitido, por que no outro dia é fim de semana, ficar de boresta. Meu pensamento se voltou pro dia de ontem. Ele foi igual a uma sexta da vida... e era quinta.
Peguei-me pensando no por que de todos os dias serem exatamente iguais para mim. Não importa o que eu tenho para fazer no outro dia. Olhei-me no espelho e a resposta estava lá, gravada nas minhas costas, como que a ferro quente: "CARPE DIEM".
Meu primeiro contato com a expressão foi em uma das chatas e monótonas aulas de literatura do ensino médio. Fiquei pasma quando a professora explicou por alto o significado da expressão. Enfim eu tinha achado um tempo que procurava para definir minha maneira de ver e levar a vida.
Todo mundo acha que é levar a vida como uma porra louca. Mas não é isso.
Estou é cansada de ver pessoas que são "politicamente corretas" morrendo aos poucos dizendo que aproveitou a vida por conta do que conseguiu acumular durante a vida. Para que!??? Pra outras pessoas usufruírem após a sua morte?! Na minha cabeça de adolescente revoltada, aproveitar a vida é bem mais do que isso. Particularmente, não concordo com a máxima: dinheiro não traz felicidade. Mas sem dinheiro, ninguém é feliz. Estranho né!? Talvez o dinheiro não trouxesse felicidade se estívessesmos numa sociedade mais livre, que não fosse tão consumista, tão materialista.
Não quero falar disso. Quero falar da minha expressão.
A expressão Carpe Diem é muito profunda. "Aproveite o dia". Cada pessoa tem sua maneira peculiar de aproveitar o dia, e por isso a expressão não pode se deter somente em uma visão.
A questão comum é que a vida de todo mundo passa rápido. E quando alguém que nos é caro morre é que vemos quantas oportunidades desperdiçamos de aproveitar a presença da tal pessoa.
Aproveitar o dia não é só encher a cara (coisa que pra mim, faz parte), não é rasgar dinheiro pra mostrar desapego ao mesmo, não sair dizendo "eu te amo" até para um cachorrinho que passa na rua, não é achar a vida um mar de rosas, não é virar as costas para os problemas.
É juntar muita coisa. Sensações, atitudes, vida intensa. É ver a vida com outros olhos. Não pensar só em si. É amar. É se deliciar...
A questão é que, pelo visto, não existe uma definição que possa abranger tudo que a expressão é. Acho que ainda está sendo gerada.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
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