sexta-feira, 13 de março de 2009

Queria poder postar aqui tudo o que acontece e que se passa na minha mente. Mas... tem muita coisa que é impublicável.
As minhas aventuras, minhas brigas, meus amores, minha vida.

quinta-feira, 12 de março de 2009

"Todo dia ela faz tudo sempre igual"... Já disse Chico Buarque!
Tava pensando nessa música em um desses "passeios turísticos" que a vida nas grandes cidades nos obriga a fazer todos os dias.
Me peguei olhando os rostos que estavam ao meu redor no ônibus. Uns que eu nunca tinha visto, uns familiares. Quando olhei um pouquinho mais, notei que os que não estavam conversando, estavam visivelmente distraídos, com o olhar ou parado ou olhando o mundo correr lá fora.
Cada uma dessas pessoas um mundo de pensamentos.
Um pai pensando no filho e na esposa, a esposa pensando no filho e no esposo, o o filho pensando na namorada, a menina do meu lado pensando na faculdade.
Interessante essa vida moderna. A internet serve para que possamos nos comunicar com gente que tá lá longe... mas o que estão do nosso lado e que podem estar precisando de um sorriso, um obrigado por que cedeu o assento, uma conversa meio doida, simplesmente sentamos ou ficamos em pé e não podemos nem dizer bom dia!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

São meros devaneios que sempre vem me torturar!

Há muito tempo estava à procura de certo livro. Lá estava eu na biblioteca da universidade nas minhas viagens pelas estantes, e, de repente, o vejo perdido no meio das estantes. Chamando-me! O título do livro é “Depois daquela viagem”. Lembro que um monte de gente tinha me falado dele, por conta da coragem da autora (Valéria Piassa Polizzi) em escrever um livro relatando sua vida depois que contraiu o HIV. Adorei a leitura. Pus-me no lugar dela em vários momentos. Não não, eu não tenho AIDS. Pus-me no lugar dela por que odeio qualquer tipo de preconceito. É uma coisa que me deixa fula da vida! Detesto, não suporto. Seja com preferência sexual, com portadores de alguma doença, com cor de pele. É tudo uma besteira de gente não evoluída. Mas voltando para o porquê da minha pessoa esta citando esse livro. É assim oh: há muito tempo que eu me pergunto o porquê das coisas, o porquê de se estar aqui (isso não é coisa de gente doida). Acho tão pouco as pessoas se conformarem com as teses religiosas, com as explicações vagas. Eu simplesmente não consigo suportar que não exista um depois. É muito pouco. E me espanta ainda mais como as pessoas conseguem achar tudo tão simples. Vai à igreja, reza pra um Deus que ninguém nunca viu e nem se está confirmado sua existência. E se conforma com tudo que acontece na vida por que é vontade de Deus. E depois? Se você fez todas as vontades de Deus... Você vai pra onde, você faz o que? Você reencarna e fica nesse círculo vicioso até pagar todos os seus pecados? Pois eu vou ser eterna se depender das minhas atitudes nessa vida e do que a sociedade considera pecado. Por que eu não considero pecado. Cansei de tentar achar uma razão para tudo nessa vida. Cansei de meditar olhando pra um céu lindo e não saber nunca qual é a razão. Olhar as pessoas no ônibus indo trabalhar e não ver em ninguém um brilho diferente no olhar... de quem sabe o que esta fazendo, por que ta fazendo (e não falo desse porque que todo mundo me fala de sustentar família, colocar comida na mesa).

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Estou com um sentimento estranho. Sinto como se as pessoas que eu mais amei no passado e continuo amando, fossem como estranhos para mim. Isso tudo pelo simples fato do tempo e da distância estarem em cena e não por trás das cortinas.
As pessoas mudam (eu sei disso), conhecem novas pessoas (tudo certo); mas por que com algumas pessoas que passo muito tempo sem manter contato ao reencontra-las é tudo como antes e com outras não!? É duro saber que os papos em uma dessas calçadas de bares não serão como antes. Estou a pouco menos de um mês de rever os "amigos" que estudaram o ensino médio comigo... e estou com medo. Medo de rever algumas pessoas que não vejo ha 5 longos anos e achar que estou diante de um estranho, quando sei que não quero que seja assim. Quero antes de tudo, pedir desculpas por muitas vezes ter sido falsa (coisa que não tolero mais). Por muitas vezes falar pelas costas (ainda me desculpo pelo fato de ser uma adolescentes imatura). Tive o prazer de encontrar uma dessas raras criaturas que temos o prazer de conviver quando somos imbecis e não vemos o valor das pessoas. Eu achava que ela era louca. Ela devia me achar uma incosequente. Só que cada um tem sua forma de ver o mundo. E nós duas estavamos certas. Concordávamos, mas nunca tivemos oportunidade nem vontade de conversar.
Ela me ensinou muita coisa nos olhares mudos da sala de aula, com seu jeito de menina na forma de agir, mas com maturidade na hora de falar. Tive o prazer de conhecer alguém a frente do seu tempo e não soube apreciar. Talvez não seja necessário falar. Talvez baste nossos olhares se cruzarem apenas e ela entenderá.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ultimamente...

Por vários acontecimentos, ando muito pensativa ultimamente. Nunca fui uma pessoa de aderir as modinhas da internet a não ser por necessidade. O orkut serve pra deixar recados, ainda mais agora que to sem celular. E agora o blog serve como um diário como aquele da época que eu era uma "mocinha".

Hoje me peguei pensando que se eu decidisse escrever um livro de mémorias, mesmo que ainda não esteja em condições de produzir algo que se preste pra ler, seria uma coisa interessante.

Mas... eu tenho um grave problema. Lembro-me melhor do passado, quando estou sobre o efeito do álcool. Pois é! Não se assustem.

Acordei pensando que enfim chega mais uma sexta. A saga da sexta! Tudo é permitido, por que no outro dia é fim de semana, ficar de boresta. Meu pensamento se voltou pro dia de ontem. Ele foi igual a uma sexta da vida... e era quinta.
Peguei-me pensando no por que de todos os dias serem exatamente iguais para mim. Não importa o que eu tenho para fazer no outro dia. Olhei-me no espelho e a resposta estava lá, gravada nas minhas costas, como que a ferro quente: "CARPE DIEM".
Meu primeiro contato com a expressão foi em uma das chatas e monótonas aulas de literatura do ensino médio. Fiquei pasma quando a professora explicou por alto o significado da expressão. Enfim eu tinha achado um tempo que procurava para definir minha maneira de ver e levar a vida.
Todo mundo acha que é levar a vida como uma porra louca. Mas não é isso.
Estou é cansada de ver pessoas que são "politicamente corretas" morrendo aos poucos dizendo que aproveitou a vida por conta do que conseguiu acumular durante a vida. Para que!??? Pra outras pessoas usufruírem após a sua morte?! Na minha cabeça de adolescente revoltada, aproveitar a vida é bem mais do que isso. Particularmente, não concordo com a máxima: dinheiro não traz felicidade. Mas sem dinheiro, ninguém é feliz. Estranho né!? Talvez o dinheiro não trouxesse felicidade se estívessesmos numa sociedade mais livre, que não fosse tão consumista, tão materialista.
Não quero falar disso. Quero falar da minha expressão.
A expressão Carpe Diem é muito profunda. "Aproveite o dia". Cada pessoa tem sua maneira peculiar de aproveitar o dia, e por isso a expressão não pode se deter somente em uma visão.
A questão comum é que a vida de todo mundo passa rápido. E quando alguém que nos é caro morre é que vemos quantas oportunidades desperdiçamos de aproveitar a presença da tal pessoa.
Aproveitar o dia não é só encher a cara (coisa que pra mim, faz parte), não é rasgar dinheiro pra mostrar desapego ao mesmo, não sair dizendo "eu te amo" até para um cachorrinho que passa na rua, não é achar a vida um mar de rosas, não é virar as costas para os problemas.
É juntar muita coisa. Sensações, atitudes, vida intensa. É ver a vida com outros olhos. Não pensar só em si. É amar. É se deliciar...
A questão é que, pelo visto, não existe uma definição que possa abranger tudo que a expressão é. Acho que ainda está sendo gerada
.

Definições e limitações...

SOU A MENINA... que cresceu ouvindo coisas e pensou que jamais entenderia. Que mergulhava em pensamentos, para se refugiar em um mundo melhor. Que sabia equilibrar ingenuidade com sabedoria. Que amadureceu, mas que ainda assim, mantém a cabeça nas nuvens. Que não teve medo de chorar, tentar e conseguir. A menina que quer conquistar o mundo, com o seu jeito vedadeiro de ser. A menina que aprendeu a ser realista sem perder o otimismo e sem nunca deixou de sonhar. A menina que mesmo brigando, é doce. A menina que vive cercada de pessoas essenciais e que as leva consigo, guardadas no coração. A menina que aprendeu com os erros, alegrou-se com os acertos, e enfrentou seus desafios de cabeça erguida. A menina que mesmo com as perdas, ganhou; que mesmo com o sofrimento, se alegrou, e que com todos os problemas que a vida proporcionou, nunca perdeu a sua essência interior.